OS SUJEITOS DA COLONIZAÇÃO MISTA EM ERECHIM E SANTA ROSA DURANTE A PRIMEIRA REPÚBLICA
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.20557024Palavras-chave:
Colonização pública mista, Erechim, Santa RosaResumo
O Rio Grande do Sul durante a Primeira República vivenciava a ocupação efetiva e sistemática da última zona disponível para a colonização; junto a isso, pelo momento político, também a preocupação com a formação da sociedade rio-grandense e brasileira era um ingrediente a mais ao se pensar a colonização. O governo estadual, de forte influência positivista, adota uma postura incisiva de atuação no que tange a questão de terras e colonização, considerando suas ideias de ideal de ação e toda a população, de imigrantes e seus descendentes, mas também dos nacionais que até aquele momento eram majoritariamente marginalizados do processo de reorganização agrária. Uma forma de unir a preocupação sobre como a colonização ocorreria e a integração dos vários grupos partícipes desse processo, era através da criação de Colônias públicas de caráter etnicamente mistos. Surgem então, já no século XX, as Colônias Erechim e Santa Rosa, importantes espaços coloniais para os seus entornos, instrumentalizadas pelo governo de forma a atingir os objetivos sociais e econômicos traçados. Através da História Comparada, é objetivo deste artigo, analisar e discutir as semelhanças e diferenças dessas Colônias criadas por um mesmo ente, mas que possuíram um desenvolvimento particular entre si, ainda que dialogando em vários aspectos. Buscar-se-á também analisar os vários sujeitos envolvidos na construção de ambos os núcleos citados, considerando as diversas influências que direcionaram o desenvolvimento da Colônia Erechim e da Colônia Santa Rosa, de forma a buscar construir uma compreensão sobre os projetos acontecendo e os seus atores.
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