A JUSTIÇA DE TRANSIÇÃO NO BRASIL E O CASO DOS GUARANI KAIOWÁ DO MATO GROSSO DO SUL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.15118024

Palavras-chave:

Justiça de Transição., Políticas de Memória., Questão Indígena.

Resumo

O artigo objetiva refletir sobre a relação entre o uso do conceito de justiça de transição no Brasil, os efeitos da perpetuação da impunidade e o fortalecimento do autoritarismo no país. No percurso relacionamos os limites e os bloqueios que operam nas políticas de memória acerca da ditadura civil-militar brasileira com acontecimentos do contemporâneo. O texto trata tanto das políticas de memória destinadas às demandas dos familiares dos mortos e desaparecidos políticos, as relacionadas com os sobreviventes da repressão política, as  voltadas aos militantes afetados por perdas trabalhistas e as pertinentes à construção da verdade histórica. A narrativa também articula as violências direcionadas contra os povos indígenas durante a ditadura com a inexistência de medidas de transição voltadas aos originários e as formas de violência que os afetam na atualidade, quando então o caso dos Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul emerge como evento paradigmático. 

Biografia do Autor

  • Dra. Silvia Brandão, Unifesp

    Doutora e mestra em Filosofia pela Unifesp. Especialista em Direitos Humanos pela ESPG-SP. Graduada em História pela PUC-SP. Pós-Doutora pelo PPGSSPS-Unifesp. Colabora com o Curso de Especialização "Direitos Humanos e Lutas Sociais" do Centro de Arqueologia e Antropologia Forense-CAAF/Unifesp. 

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Publicado

2025-04-01